sábado, 9 de dezembro de 2017

Biografia de Elphinstone, Sir Howard

n: 4 de Março de 1773    m: 28 de Abril de 1846

Sexto filho de  John Elphinstone, vice-almirante  e tenente-general ao serviço da Rússia, entrou para o exército britânico em 1793 como segundo-tenente do Corpo de Engenheiros, tendo participado na conquista da colónia holandesa do cabo da Boa Esperança. Promovido a primeiro tenente em 1796, foi enviado para a Índia, tendo chegado ao posto de capitão tenente em 1800. Fez a campanha do Egipto de 1801, acompanhando as tropas idas da Índia, como comandante da engenharia.
Em 1806, participou na missão de Lord Rosslyn a Portugal, sendo já capitão, e no fim desse mesmo ano participou na expedição do general Whitelocke à América do Sul, novamente como comandante da engenharia.  Em 1808, acompanhou Wellington à Península na mesma capacidade, tendo sido gravemente ferido no combate da Roliça.

Com a promoção a Major em 1812, a sua convalescença em Inglaterra acabou, tendo sido enviado novamente para a Península. Não acompanhou o exército na campanha de 1813 em Espanha, devido à presença de Richard Fletcher, no quartel-general de Wellington, enquanto comandante da Engenharia. Com a morte deste último no cerco de San Sebastien, Elphinstone, tenente-coronel desde Julho de 1813, foi chamado ao exército, tendo dirigido a passagem do rio Adour pelo exército aliado, e estando presente nas batalhas do Nive e do Nivelle. Dirigiu mais tarde o cerco de Bayonne, sob as ordens do general sir John Hope. Com o fim da guerra recebeu o título de barão.

Foi promovido a coronel em 1824, major-general em 1837 e coronel comandante do Corpo dos Engenheiros em 1834.


Fonte:
The Dictionary of National Biography,
founded in 1882 by George Smith, 
Oxford, Oxford University Press, 1998

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Biografia de Henry Fane

Fane, Sir Henry
n: 26 de Novembro de 1778
m: 24 de Março de 1840

Entrou para o exército em 1792 num regimento de cavalaria, tendo sido promovido a tenente num regimento de infantaria nesse mesmo ano. Capitão em 1793, transferiu-se de novo para a cavalaria. Em 1793 e 1794 foi ajudante-de-campo do seu tio,  o conde de Westmorland, governador da Irlanda. Regressado ao seu regimento, o 4º regimento de "Dragoon Guards", foi promovido a major em 1795 e tenente-coronel em 1797.

Em 1802, sucedeu ao seu Pai, enquanto Membro do Parlamento por uma circunscrição pertencente à família Westmorland. Em 25 de Dezembro de 1804 transferiu-se para o 1º regimento de "Dragoon Guards," pertença do Rei de Inglaterra, sendo nomeado no primeiro dia do ano seguinte ajudante-de-campo do Rei, com a patente de coronel. Em Junho de 1808 foi enviado para o Estado-Maior da força expedicionária reunida em Cork, sob as ordens do futuro duque de Wellington, com o posto de Brigadeiro, sendo pela primeira vez nomeado para servir em campanha. Por ser o mais jovem dos generais britânicos, que participaram na expedição que desembarcou em Portugal em Agosto de 1808, foi nomeado comandante da Brigada Ligeira.  Na Roliça, comandou a guarda-avançada, tendo conseguido flanquear a direita francesa o que fez com a força francesa retirasse. Na batalha do Vimeiro a sua brigada defendeu, juntamente com a de Anstruther, a igreja e o cemitério dos ataques dos franceses comandados por Junot. Após a Convenção de Sintra, foi nomeado pelo general Moore general de uma brigada da divisão de Mackenzie Fraser. Participou em toda a campanha espanhola do exército britânico, tendo estado presente na batalha da Corunha.

Enviado novamente para a Península, na primavera de 1809, comandou uma das brigadas de cavalaria do exército britânico que expulsou Soult de Portugal, estando também presente na batalha de Talavera. Em 1810 promovido a major-general, e por ser o segundo oficial de cavalaria mais graduado, foi-lhe dado o comando da cavalaria do corpo independente de Hill, que estava estacionado no Alentejo. 

Fonte:
The Dictionary of National Biography, 
founded in 1882 by George Smith 
Oxford, Oxford University Press, 1998

Biografia retirada daqui

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Biografia de Richard Fletcher

n: 1768
m: 31 de Agosto de 1813

Filho do reverendo Fletcher, passou pela Academia Militar britânica, em Woolwich, sendo nomeado segundo-tenente de Artilharia em 1788, tendo-se transferido para a arma de Engenharia em 1790. No ano seguinte foi enviado para as Antilhas, e participou na conquista das ilhas de Martinica, Guadalupe e Santa Lúcia. No ataque ao forte Morne Fortuné na última ilha foi ferido na cabeça. Foi comandante da Engenharia na ilha de Dominica, durante o pequeno período de tempo, tendo regressado a Inglaterra em finais de 1796, tendo sido nomeado ajudante no corpo de Artífices sedeado em Portsmouth. Em 1798 foi enviado para Constantinopla, e serviu no exército do Grão-Vizir que se dirigiu para a Síria a combater o exército francês comandado por Napoleão Bonaparte.

Fonte:
The Dictionary of National Biography,
founded in 1882 by George Smith, 
Oxford, Oxford University Press, 1998

Biografia retirada daqui

domingo, 3 de dezembro de 2017

Biografia de Maximilien Foy

n: 3 de Fevereiro de 1775 em Ham (França)
m: 28 de Novembro de 1825 em Paris (França)

Filho de um velho soldado que tinha combatido em Fontenoy, em 1745, e que era correio-mor da localidade onde vivia, foi educado pela mãe, de origem inglesa, devido à morte do pai ocorrida quando contava somente 5 anos de idade. Tendo continuado os estudos num colégio de Soissons entrou para a escola de artilharia de La Fère aos 15 anos, tendo-se transferido mais tarde para a escola de Châlons. Admitido no exército a tempo de participar na campanha de Flandres, Foy assistiu à batalha de Jemmapes, em Novembro de 1792, com o posto de 2.º tenente.
Promovido rapidamente ao posto de capitão (Abril de 1793), combateu sob as ordens dos generais Dampierre, Jourdan, Pichegru e Houchard, mas em 1794, mostrando as suas simpatias girondinas,  insurgiu-se contra a política dos jacobinos sendo preso por ordem do comissário da República, devendo a sua salvação à queda dos jacobinos e ao assassinato de Robespierre.

Nas campanhas de 1796 e 1797 serviu nos exércitos comandados pelo general Moreau, onde se tornará amigo do general Desaix. Distinguindo-se várias vezes, é ferido gravemente na batalha de Diersheim. A paz de Campo-Formio permitiu-lhe continuar os estudos, tendo seguido os cursos de direito público e história moderna do professor de Estrasburgo Christoph Wilhelm von Koch (1737-1813). Recomendado pelo general Desaix a Napoleão Bonaparte, recusou ser ajudante de campo deste general e participar na campanha do Egipto. No ano seguinte, durante a campanha da Suiça, em 1798, distinguiu-se novamente mostrando o seu descontentamento por combater contra um povo com instituições republicanas. Na campanha de Masséna de 1799 Foy foi promovido a Coronel no campo de batalha de Limmat, ao ter parado as forças russas com 9 peças de artilharia. No ano seguinte combateu sob as ordens de Moncey na campanha de Marengo, tendo posteriormente combatido no Tirol.

Os princípios republicanos moderados de Foy fizeram com que se opusesse à ascensão gradual de Napoleão Bonaparte ao poder supremo, tendo votado contra o consulado vitalício, em 1802,  e contra a proclamação do Império, em 1804, foi penalizado ao ver a sua promoção ao generalato adiada. Mais grave, do ponto de vista de Napoleão Bonaparte, foi a sua defesa pública do general Moreau quando este foi preso e julgado por oposição ao primeiro cônsul, no seguimento da conspiração monárquica de Cadoudal, de 1804. Só conseguiu evitar a prisão porque tinha acabado de entrar ao serviço no exército de ocupação da Holanda.  Em 1806 casou com a filha do general Baraguay d'Hilliers, coronel-general dos Dragões, um dos grandes dignitários criados no início do regime imperial, sendo nomeado comandante da artilharia do corpo francês no Friul. No ano seguinte foi enviado para Constantinopla, indo ter com o general Sebastiani, general de cavalaria da arma de Dragões, embaixador de França no Império Otomano desde Maio de 1806. Sob a sua direcção a artilharia otomana conseguiu impedir a passagem dos Dardanelos a uma frota britânica.

Enviado para Portugal, como oficial agregado ao comando da artilharia do corpo da Gironda, comanda a artilharia de reserva na batalha do Vimeiro em Agosto de 1808. De regresso a França é nomeado general de Brigada por Napoleão em Novembro desse mesmo ano, quando é enviado para Bordéus para comandar a 1.ª brigada da divisão comandada pelo general Delaborde, do 8.º corpo do Exército de Espanha, comandado por Junot.

Participa na Batalha da Corunha, integrando a 3.ª divisão do 2.º corpo de Soult, comandada pelo general Delaborde, após a extinção do corpo de Junot e a sua transferência para o comando de Soult. De novo em Portugal, é ferido em Braga, e ao entrar no Porto para exigir a rendição da cidade, é quase linchado pela população que o toma pelo general Loison, o célebre Maneta. Salva-se ao mostrar os dois braços à multidão. É preso, mas libertado em 29 de Março com a conquista da cidade pelos franceses.

Em Março de 1810 ataca as forças anglo-espanholas em Arroyo del Puerco, perto de Cáceres, na preparação da invasão de Portugal, sendo ferido novamente na batalha do Buçaco em Setembro, no comando de uma brigada da divisão Heudelet do 2.º corpo, comandado pelo general Reynier. Enviado por Massena a Napoleão Bonaparte, para explicar a situação do «Exército de Portugal», da novidade que eram as Linhas de Torres Vedras e da necessidade de reforços, é feito general de Divisão pelo Imperador.

Comandante da 1.ª Divisão do «Exército de Portugal», comandado pelo marechal Marmont, que tinha substituído Masséna em 1811, cobre a retirada do exército francês após a derrota em Salamanca. Com a retirada de Wellington para Portugal, devido ao fracasso na tentativa de conquistar o castelo de Burgos, ocupa Palencia, Simancas e força a passagem do Douro em Tordesilhas. Após a derrota de Vitória, dirige o reagrupamento do exército francês, ganha o combate de Cubiry em finais de Julho de 1813, e faz recuar Wellington em Saint-Pierre-d'Irube, em Dezembro, numa das mais sangrentas batalhas da guerra peninsular. Gravemente ferido na batalha de Orthez, em 27 de Fevereiro de 1814, não servirá mais até ao fim do Império. 

A Restauração fá-lo Grã-Cruz da Legião de Honra e dá-lhe um comando. Com o regresso de Napoleão Bonaparte, durante os Cem Dias, aceita servir o regime imperial restabelecido, mas só após a saída de Luís XVIII do território francês. Combate em Quatre-Bras, e em Waterloo faz parte do flanco esquerdo francês que atacará, sem sucesso, o castelo e a quinta de Hougomont, no comando da 9.ª divisão de Infantaria, parte do 2.º corpo de Reille.

Com a Segunda Restauração, demitiu-se do serviço militar, começando a escrever a sua «História da Guerra da Península». Em 1819 foi eleito deputado pelo departamento do Aisne. Na câmara, os dons de oratória do general Foy, demonstrados desde o seu primeiro discurso, as suas posições em defesa dos princípios liberais da revolução de 1789 - girondinos - fizeram-no naturalmente chefe dos liberais na assembleia. Em 1823 declarou-se violentamente contra a intervenção francesa em Espanha, e após a dissolução de 1824 foi eleito por três círculos ao mesmo tempo. O seu funeral foi seguido, segundo as crónicas da época, por mais de 100.000 pessoas.

Em 1826, saiu uma primeira edição dos seus Discursos, em 2 volumes, e em 1827 a sua mulher publicou, de acordo com as notas do general, a Histoire de la guerre de la Péninsule sous Napoléon

Fonte:
Jean Tulard e outros,
Histoire et Dictionnaire du Consulat et de l'Empire,
Paris, Laffont, 1995.

Biografia retirada daqui





sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Biografia de João Forbes-Skelater

n:  1733 (Escócia)
m: 8 de Abril de 1808 (Brasil)

Filho único de Patrick Forbes, de Skelater no condado de Aberdeen, na Escócia, entrou para o exército aos 15 anos de idade, como voluntário, durante o cerco à cidade holandesa de Maestricht, no final da Guerra de Sucessão da Áustria, tendo conseguido tornar-se oficial.

Devido à declaração de guerra da Espanha e da França a Portugal nos princípios de 1762, foi um dos primeiros oficiais a apresentar-se como voluntário, respondendo ao apelo do conde reinante de Lippe-Buckenbourg, para o acompanharem na sua missão de comandante em chefe do exército luso-britânico. 

Forbes ficou em Portugal após o fim da «Guerra Fantástica», ou «Guerra do Pacto de Família», mantendo-se ao serviço no exército. Sendo católico e tendo casado com uma portuguesa, passou automaticamente a ser português, passando por isso a ter acesso ás honras de cavaleiro das ordens militares.

Durante o reinado de D. José, foi subindo os postos chegando a Brigadeiro em 1775, mantendo-se, como era natural naquela época, no comando de um regimento. Em 1769 tinha conseguido ser transferido para o comando Regimento de Cavalaria de Almeida, vindo do comando de um regimento de infantaria, o que parece provar a sua aceitação pelo governo do marquês de Pombal.

No começo do reinado de D. Maria I, a sua carreira estagna, sendo transferido para Trás-os-Montes. Só 14 anos depois de ter acedido ao posto de Brigadeiro é promovido ao posto seguinte de marechal de campo.

De facto, só em 1789 a sua carreira retoma o seu curso normal, possivelmente devido à chegada à secretaria de estado dos negócios estrangeiros e da guerra, em 1788, de um oficial general formado na escola militar do conde de Lippe e na escola de governo do marquês de Pombal - Luís Pinto de Sousa. Assim, depois da promoção de 1789, é nomeado Ajudante General do Exército em 1791.

Mais tarde, quando se prepara a força expedicionária de apoio ao exército espanhol, é nomeado comandante do Exército Auxiliar à Coroa de Espanha - de facto uma Divisão reforçada. Esse comando, que implica mais conhecimentos de diplomacia do que militares, é um sucesso pelo qual será devidamente recompensado. Mas incompatibiliza-o com o que se pode chamar de «partido aristocrático» no exército, dirigido pelo futuro marquês de Alorna, Gomes Freire de Andrade e Pamplona Corte-Real, todos eles gente do duque de Lafões, e que serão os comandantes do exército português reorganizado por Junot em 1808

João Forbes, que passa a ser conhecido no exército como Forbes-Skellater a partir dos anos 80,  promovido em 1794 ao posto de Tenente general, é nomeado Inspector-geral da Infantaria em 1796, após o regresso do Rossilhão e Catalunha, mantendo por uns tempos o cargo de Ajudante General. Com a declaração de guerra da Espanha e França em Fevereiro de 1801, é nomeado para o comando do Exército de Entre Douro e Guadiana, que defende todas as fronteiras que dão acesso directo a Lisboa. Se com o apoio do duque de Lafões, ou devido à sua perícia, a verdade é que consegue retirar o exército do Alentejo para a margem Norte do Tejo sem perdas significativas, impedindo o progresso rápido dos espanhóis, permitindo por isso a rápida conclusão da Paz.

Em 1803 será nomeado General de Cavalaria, que se tinha tornado em 1797 um posto militar e já não uma função administrativa, tendo tido uma parte importante na proposta de reforma do exército, apresentada em 1803, e começada a aplicar em 1806.

Em 1807, embarcou com o príncipe regente quando a coroa portuguesa se transferiu para o Brasil, devido à invasão de Junot, tendo morrido logo que chegou ao Brasil, no qual tinha sido nomeado Governador das Armas do Rio de Janeiro.

Fonte:
The Dictionary of National Biography,
founded in 1882 by George Smith
Oxford, Oxford University Press, 1998

James Neil,
Ian Roy of Skellater, A Scotish Soldier of Fortune 
being the Life of General John Forbes, of the Portuguese Army,
Aberdeen, D. Wyllie and Son, 1902

Biografia retirada daqui

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

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Biografia de Conde de Goltz

Karl-Alexander von der Goltz,
Conde de Goltz
n: em 20 de Agosto de 1739, em Altona (Alemanha), 
m: em  15 de Novembro de 1818 em Altona (Alemanha).

Filho do general  prussiano Karl Cristoph Friedrich, barão von der Goltz, entrou para o serviço militar do rei da Prússia no regimento de Meyerink, tornando-se ajudante de campo do pai. Quando em 1761 o pai morreu. passou a integrar o estado-maior de Frederico II. O rei enviou-o em missão ao cã dos Tártaros para o tentar convencer a atacar os Russos e os Austríacos a Leste. A missão acabou por se não realizar, mas o epíteto de "Tártaro" ficou-lhe para sempre. Oficial irrequieto e insubordinado, não foi promovido a major senão em 1785, com a ascensão ao trono de Frederico Guilherme II. Membro do estado-maior do novo rei, a proximidade do trono fez com que em 1789 já fosse coronel
Enquanto membro do estado-maior, terá contribuído para as reformas militares introduzidas no início do reinado de Frederico Guilherme. Estas reformas, no domínio da organização da infantaria, e do desenvolvimento das tropas ligeiras no exército prussiano, punham em causa de certa forma o legado de Frederico II, o que provocou mau estar no exército, e levaram-no a sair da Prússia. Aceitou servir no exército dinamarquês, como tenente-general de cavalaria, possivelmente por sugestão do general Carlos de Hessen, cunhado do futuro rei da Dinamarca, governador do Schleswig-Holstein e inspector-geral das tropas da região. Nomeado inspector dos corpos de Caçadores do Schleswig preparou os Regulamentos, mas a crise política e social no ducado impediu qualquer desenvolvimento das propostas.

Com a morte do príncipe de Waldeck, em 1797, o governo português tentou encontrar um novo general estrangeiro para comandar o exército em campanha, com que se contou desde logo com o apoio do duque de Brunswick, general ao serviço da Prússia, e antigo comandante do exército britânico durante a Guerra dos Sete Anos. A escolha recaiu sobre um general prussiano, escolha essa que desde Fevereiro de 1799 se concentrou na figura do conde de Goltz. As negociações não se desenvolveram e só em Novembro de 1799, o assunto veio de novo à baila, mais uma vez por intermédio do visconde de Anadia, embaixador de Portugal em Berlim. A proposta de contratação foi realizada em finais de Abril, tendo sido aceite pelo conde em 28 de Abril de 1800. O contrato realizado por 6 anos, foi assinado em Berlim em 17 de Maio de 1801, e a carta régia de nomeação de Goltz como marechal foi expedida em 1 de Julho. 

Já estava em Portugal em Setembro desse ano, mas a sua chegada deve-se ter realizado algum tempo antes, já que desde meados de Julho estava preparado para sair de Copenhaga. De Setembro de 1800 a Julho de 1801, estudará o exército, fará algumas propostas de reforma, mas não assumirá nunca o mesmo tipo de funções d o príncipe de Waldeck, que realizou várias viagens de inspecção.

Quando a França e a Espanha nos declararam a guerra, pensou-se em Goltz para comandar o exército do Sul, mas o duque de Lafões opôs-se, e o conde ficou em Lisboa sem funções definidas.

Com a destituição do duque de Lafões de comandante do exército, o conde de Goltz foi nomeado comandante em chefe do exército português em 23 de Julho de 1801, tendo chegado a Abrantes, quartel general do exército do Sul, em princípio de Agosto, com ordens claras do príncipe regente para se preocupar fundamentalmente em defender Lisboa.

A sua decisão de concentrar o exército português entre Coimbra e Tomar, desguarnecendo de tropas de linha as províncias do Norte, fizeram com que o marquês de La Rosière, comandante do exército do Norte, pedisse a demissão, defendendo que era um erro grave desguarnecer as províncias do Norte de tropas, já que elas eram o objectivo declarado das forças militares francesas concentradas em Ciudad Rodrigo. O conde de Goltz voltou atrás com a sua decisão tendo mesmo enviado para Viseu uma divisão de infantaria em reforço de La Rosière. Mas as suas decisões de Agosto nunca mais foram esquecidas, tendo D. Rodrigo de Sousa Coutinho proposto a contratação do general francês Vioménil, para substituir Goltz se necessário, o que foi aceite pelo príncipe D. João.

Goltz criticado por D. João de Melo e Castro, o novo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, por ser incapaz de reorganizar o exército, mesmo tendo o apoio expresso do príncipe regente para  realizar todas as reformas que achasse necessário, tinha perdido toda a confiança da corte portuguesa em Outubro desse ano, mês em que a ratificação do tratado de paz de Madrid entre Portugal e a França, punha um termo à guerra com a França. Terá sido por isso que nunca participou nas reuniões do Conselho Militar nomeado em 1 de Dezembro de 1801 para propor as reformas necessárias do exército, que o tornassem capaz de defender convenientemente o país em caso de guerra. 

Tendo realizado uma viagem de inspecção, em Março de 1802 expediu circulares aos Governadores das Armas com ordens para fazerem cumprir os regulamentos militares e as disposições do conde de Lippe. Esta última determinação não deve ter agradado, já que vinha contra todo o movimento reformador começado em Portugal em 1788 e de que possivelmente ele era considerado um dos personagens mais importantes para a sua concretização, só assim sendo compreensível a sua contratação já que o seu currículo o mostrava protagonista das reformas do exército prussiano.

De facto, em 5 de Maio de 1802 pedirá licença para sair de Portugal, licença concedida em 30 de Maio. Embarcou rapidamente, em 5 de Julho, nunca mais tendo regressado a Portugal. O seu contrato foi mantido até se perfazer os 6 anos estipulados em 1800.


Biografia retirada daqui

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Biografia de Manuel Godoy

Godoy y Alvarez de Faria Rios Sanchez Zarzosa, Manuel de Príncipe da Paz e de Basano, Duque de Alcudia e de Sueca,  Conde de Évora-Monte em Portugal
n: 12 de Maio de 1767 em Castuera, Badajoz (Espanha)
m: 4 de Outubro de 1851 em Paris (França)

Godoy, filho de um coronel do exército, pertencia a uma pobre mas antiga família da Extremadura espanhola, tendo em 1784, aos 17 anos, ido para Madrid e ingressado nas Guardas do Corpo do Rei. Apresentado no ano seguinte aos futuros reis de Espanha, os príncipes das Astúrias, ganhou a amizade de ambos, tornando-se ao que parece amante da princesa Maria Luísa.
Com a subida ao trono em 1788 dos príncipes, a carreira de Godoy, que nessa época ainda era Cadete, progrediu rapidamente. Em 1789 era coronel de cavalaria, em Fevereiro de 1791 marechal-de-campo, sendo já comendador da ordem de Santiago. Em Março desse mesmo ano era gentil-homem da Câmara, e em Julho foi promovido a tenente-general, recebendo entretanto o título de duque de Alcudia. Em 15 de Novembro de 1792, aos 25 anos, era nomeado primeiro-ministro, em substituição de Aranda.

Godoy começou por seguir uma política de neutralidade em relação à Revolução Francesa, tentando salvar a vida de Luís XVI, mas a condenação à morte deste, e a reacção de Carlos IV à execução do rei de França, provocaram a declaração de guerra à Espanha pela Convenção Francesa em Março de 1793.

Se a guerra começou bem para as armas espanholas, com a invasão dos Pirinéus Orientais em Abril de 1793, a verdade é que em finais de 1794 a França invadiu a Catalunha, tomando a fortaleza de Figueras em 25 de Novembro e Rosas em Fevereiro de 1795, e conquistando, a ocidente, em Julho, as províncias bascas com a tomada de Bilbao e Vitória. Perante tal descalabro Godoy assinou a paz de Basileia, em Julho de 1795, cedendo a ilha de São Domingos em troca das conquistas francesas em Espanha. O tratado valeu ao primeiro-ministro espanhol o título de Príncipe da Paz.

Em 18 de Agosto de 1796 por meio do Tratado de Santo Ildefonso, Godoy aliou-se à França e declarou a guerra à Inglaterra. A resposta britânica não se faz esperar e a frota espanhola foi destruída, em Fevereiro de 1797, na batalha do Cabo de São Vicente, com a ajuda de uma fragata portuguesa que avisou o almirante Jervis, futuro Lord St. Vincent, da localização da frota espanhola.

Em 2 de Outubro de 1797, não se tendo verificado a tão esperada a invasão franco-espanhola, D. João concedeu-lhe o título de conde de Évora Monte.

Em Março de 1798 foi obrigado a demitir-se de todos os cargos, segundo parece devido à sua política em relação a Portugal, mas não perdeu influência junto do Rei. Regressou em Março de 1801, com o apoio do novo primeiro Cônsul francês, Napoleão Bonaparte, com quem assinou o 2.º Tratado de Santo Ildefonso, no dia 1 de Outubro. Por este tratado, a Espanha obrigava-se a utilizar a sua frota para desbloquear Malta e repatriar o exército francês do Egipto. Entretanto, foi nomeado comandante-chefe do Exército que atacou Portugal em Maio, após a declaração de guerra de 27 de Fevereiro anterior.

O ataque parece ainda hoje ter sido um sucesso, devido à fácil conquista de algumas fortalezas insignificantes na fronteira alentejana. O exército espanhol tendo-se dirigindo-se posteriormente para a linha do Tejo, por Portalegre, que ocupou, mas não tendo conseguindo conquistar Elvas e tendo muita dificuldade em conquistar Campo Maior, não podia continuar a invasão de Portugal sem a ajuda do Exército francês, estacionado em frente da Beira, em Ciudad Rodrigo. Tal situação levou Godoy, que não desejava um exército francês estacionado em Espanha durante muito tempo, a assinar rapidamente a paz, por meio do Tratado de Badajoz. Conseguiu ficar com Olivença, mas não realizou o que tinha contratado com a França bonapartista - a ocupação das três províncias do Norte de Portugal - Minho, Trás-os-Montes e Beira -, para poder negociar com a Grã-Bretanha a devolução das ilhas Minorca (Mahon), uma das Canárias, e da Trindade, nas Antilhas, ambas espanholas, e de Malta, no Mediterrâneo.

Na verdade, a vitória de Godoy foi uma vitória dura de consequências, já que esta pequena vila alentejana não compensou a Espanha da perda da ilha da Trindade, facto que foi obrigada a  aceitar por Napoleão Bonaparte quando este  assinou o Tratado de Amiens com a Grã-Bretanha, em Março de1802. Godoy foi responsabilizado por este desenlace, tendo-se começado a criar em torno do sucessor ao trono, o futuro Fernando VII, um partido que se opunha ao primeiro ministro espanhol. É que à ilha da Trindade juntava-se à perda, em 1795, da parte espanhola da ilha de São Domingos (a actual República Dominicana), cedida à França, e à entrega, a este mesmo país em 21 de Março de 1802, da Luisiana americana, para além dos barcos de guerra que teve que entregar, pelas mais variadas razões - tratados e transferências de territórios insignificantes para a família italiana. As perdas espanholas durante as guerras da revolução, de 1793 a 1802, tinham sido de facto enormes.

Com o reacender da guerra entre a França e  Grã-Bretanha, em 1803, a Espanha, que se tentou manter neutral, foi empurrada para a guerra pelas duas potências em conflito, o que acabou por acontecer em Dezembro de 1804. Mas, mais uma vez, a guerra não correu bem, e em Outubro de 1805, a já enfraquecida frota espanhola, foi destruída na batalha naval ao largo do cabo Trafalgar, perto de Cádiz. Sem frota, a Espanha perdia completamente o controlo das suas colónias americanas, que se tornaram de facto independentes. A sobrevivência política de Godoy estava, cada vez mais, dependente da vontade de Napoleão Bonaparte. Mesmo assim tentará manter a Espanha fora dos conflitos da França, o que o levará a manter conversações secretas com as cortes britânica e russa, e a divulgar a estranha  proclamação de Outubro de 1806, de apoio à Prússia, em guerra com a França, mas em que se fala sobretudo das qualidades do cavalo andaluz! 

Napoleão resolveu rapidamente o problema com  a Prússia, e bastante mais dificilmente com a Rússia, e, após a assinatura dos Tratdos de paz em Tilsit, tendo decidido obrigar Portugal a fechar os portos ao comércio britânico, obrigou a Espanha a participar na invasão do país, sendo Godoy  aliciado com o futuro Principado dos Algarves, território a criar com a províncias portuguesas do Alentejo e do Algarve. Carlos IV, o rei de Espanha, pai de Carlota Joaquina, futura rainha de Portugal, foi aliciado com a criação do reino da Lusitânia-Setentrional, a formar com a província do Minho, e tendo por capital o Porto, para a rainha viúva da Etrúria, a infanta de Espanha Maria Luísa, sua filha.

A política internacional da Espanha, centrada em Itália, era uma balbúrdia. Ou como Luís Pinto de Sousa, o ministro dos negócios estrangeiros português da época  lhe chamou - um «turbilhão».Para que o duque de Parma D. Fernando, irmão da rainha de Espanha Maria Luísa, não perdesse a sua coroa, Carlos IV e Godoy conseguiram que a França desse ao duque o grão-ducado da Toscânia. Este território tinha sido retirado em 1797 por Napoleão a um príncipe Habsburgo, irmão de Maria Carolina de Nápoles, casada com Fernando IV, rei de Nápoles, irmão mais novo de Carlos IV. Para que, no meio destas confusas relações familiares, todas as transferências se realizassem os governantes espanhóis deram a Napoleão a Luisiana. Fernando, o último duque de Parma da dinastia Bourbon, morreu em Agosto de 1801 sem ter tomado posse da Toscânia, sendo o filho quem abdicou do ducado de Parma e tomou posse do Reino da Etrúria, em que tinha sido transformado entretanto o Grão-Ducado da Toscânia. Luís, que era casado com a sua prima direita, a infanta Maria Luísa de Espanha, filha de Carlos IV, morreu em 27 de Maio de 1803, deixando como sucessor um filho com menos de 2 anos de idade, Carlos, que foi desapossado da Etrúria em 10 de Dezembro de 1807. Foi para que a filha não deixasse de ser rainha, que Carlos IV lhe conseguiu o reino da Lusitânia-Setentrional, com territórios retirado à sua filha primogénita a princesa Carlota Joaquina, casada com o Príncipe Regente, o futuro rei de Portugal, D. João VI. A política de Espanha não agradava a ninguém. Dava territórios, navios, soldados a Napoleão Bonaparte e em troca não conseguia ficar com nada. Em Maio de 1808 só os Bourbons de Nápoles (o nome correcto era das Duas-Sicílias) se mantinham como casa reinante, governando a Sicília, devido unicamente e simplesmente ao apoio da Grã-Bretanha.

Em Novembro de 1807, de acordo com o Tratado de Fontainebleau, de 27 de Outubro, que regulou a conquista e a divisão de Portugal, assim como as obrigações mútuas da França e da Espanha, três divisões espanholas apoiaram o exército de Junot, na invasão de Portugal. Uma divisão, vinda da Galiza, ocupou o Minho e o Porto; uma segunda entrou em Portugal pela Beira Baixa e dirigiu-se, atrás do exército francês para Lisboa, e a terceira, comandada pelo general Solana, marquês do Socorro, amigo de Godoy, invadiu o Alentejo, ocupou Elvas e Évora, entre outras localidades, e dirigiu-se para Setúbal.

Mas a vida na corte espanhola estava longe de estar segura. O príncipe Fernando tinha enviuvado em Maio de 1806, e era preciso arranjar-lhe uma nova mulher. Godoy desejava que o casamento se realizasse no interior da família real espanhola. Fernando e o seu preceptor desejavam casar com uma princesa da família Bonaparte, que se pensou poder vir a ser uma das filhas de Luciano, embaixador em Madrid na época do Consulado, porque o príncipe queria substituir Godoy como o aliado preferido de Napoleão na corte de Madrid. Os primeiros contactos do preceptor de Fernando com o embaixador Francês deram-se em Junho de 1807. Mas o primeiro ministro espanhol, em finais de Outubro de 1807, no meio da confusão provocada pela entrada do exército francês comandado por Junot em Espanha, e dos preparativos de entrada em campanha do exército espanhol, conseguiu novamente o apoio de Carlos IV, provando-lhe que havia um plano para o derrubar e obrigar o rei a abdicar. O rei mandou prender o filho, que ficou retido nos seus aposentos, e deu estas notícias e informou das suas decisões à corte reunida no Escorial. A resolução da Conspiração do Escorial fez com que o rei perde-se o pouco de credibilidade que lhe restava, e acabou por reforçar o partido fernandino.

De facto, em Março de 1808, por motivo de um motim popular contra Godoy, organizado em Aranjuez pelos amigos de Fernando, o príncipe conseguiu que o pai demitisse o favorito, o que aconteceu em 18 de Março, e mais tarde, conseguiu mesmo a abdicação do próprio rei. Mas Napoleão Bonaparte tinha que aprovar este golpe de estado já que, desde a entrada de Junot em Espanha em Outubro de 1807, não deixava de fazer entrar tropas na Península. Tropas que entraram em Madrid em 23 de Março, sob o comando de Murat.

Napoleão Bonaparte decidiu-se pela substituição da dinastia Bourbon pela sua própria família, colocando no trono espanhol o irmão mais velho, José, rei de Nápoles desde Março de 1806, o que aconteceu em 6 de Junho de 1808. Convocou a família real espanhola, assim como algumas personalidades importantes, em que se incluía Godoy, para Baiona, cidade francesa na fronteira franco espanhola, e após algumas entrevistas entre o imperador e a família real espanhola, conseguiu a abdicação de Fernando, confirmando a de Carlos IV.

A família real espanhola foi enviada para um exílio degradante. Depois de Valençay, palácio do antigo ministro de Napoleão, Talleyrand, com a abdicação de Napoleão em 1814, foram para Roma tendo  Godoy acompanhou os reis, tendo vivido no Palácio Barberini com o Carlos VI até à morte deste, o que aconteceu em 1819. Foi então viver para Paris, onde sobreviveu obscuramente com uma pequena pensão do governo francês. Fernando VII tinha sido libertado em 1814, tendo ido ocupar o trono vago pela abdicação do pai e o abandono de José Bonaparte. 

Em 1849 Isabel II, filha de Fernando VII, restituiu-lhe os títulos e algumas propriedades, confortando-lhe assim os últimos anos vida.

Tinha casado em 1797 com Maria Teresa de Borbon y Vallariga (1780-1828), condessa de Chichón, filha do casamento morganático mas reconhecido do infante Filipe de Espanha, de quem teve uma filha, Carlota. Parece que se casou segunda vez com a sua amante desde 1796 , Pepita Tudó (1779-1869), feita condessa de Castillofiel.

Biografia retirada daqui


sábado, 25 de novembro de 2017

Biografia de Jean Graindorge

Graindorge, Jean-François
Barão do Império francês
n: 1 de Julho de 1770 em Saint-Pois (França)
m: 1 de Outubro de 1810 em Carquejo (Portugal)

De origem nobre, foi eleito tenente de um batalhão de Voluntários em 1791, tendo servido desde o princípio da guerra no Exército do Norte. Ferido quatro vezes, chega ao posto de capitão em 1793. Em 1797 é promovido a Major pelo general Hoche, devido à sua actuação na travessia do Reno, distingindo-se novamente no Exército da Helvécia, em 1799, o que lhe vale ser nomeado Coronel por Massena. Serve no 5º corpo de Exército, comandado por Lannes, durante as campanhas de 1805 a 1807, estando presente na batalha de Iena.
Em Outubro de 1807 é transferido para o 1.º Corpo de Observação da Gironda, abandonando Portugal com o Exército de Junot. Barão do Império em Outubro de 1809, regressa a Portugal com o exército comandado por Massena, sendo ferido mortalmente na batalha do Buçaco, em 27 de Setembro de 1810. 

Fonte:
Jean Tulard e outros,
Histoire et Dictionnaire du Consulat et de l'Empire, 
Paris, Laffont, 1995.

Biografia retirada daqui

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Biografia de Rowland Hill

1º Visconde Hill de Hawkestone e Harwicke, Barão Hill de Almaraz e de Hawkestone e Barão Hill de Harwicke

n: 11 de Agosto de 1772 em Hawkstone (Inglaterra)
m: 10 de Dezembro de 1842 em Hardwicke Grange (Inglaterra)

Alistou-se no exército em 1790, tendo estudado durante dois anos na Academia Militar de Estrasburgo. Participou na ocupação de Toulon em 1793, sendo promovido a Major, e na campanha do Egipto em 1801 como tenente coronel do 90º regimento, onde foi ferido. Promovido a Brigadeiro em 1803 e a Major General em 1805, participou na ocupação do Hanover durante a campanha no norte da Alemanha desse ano. Comandante de uma Brigada estacionada na Irlanda, dirigido-a na campanha de Portugal de 1808, participando na batalha do Vimeiro. Fez a campanha da Corunha, sob as ordens de Moore, tendo regressado a Portugal com Wellington. Participou nas campanhas de 1809, tendo estado presente na passagem do Douro e libertação do Porto, assim como na Batalha de Talavera. A partir de 1810 comandou um corpo formado pela 2ª Divisão e pela Divisão portuguesa, cobrindo o flanco direito do exército, no Alto Alentejo, mostrando ser o mais capaz dos generais de Wellington.
Tendo regressado a Inglaterra devido a um ataque de malária, entregou o comando do seu corpo a Beresford, que quase o destruiu na batalha de Albuera. Retomou o comando em Maio de 1811, dirigindo as forças aliadas na Extremadura espanhola. Em 28 de Outubro de 1811 destruíu a divisão Gerard do corpo de Soult em Arroyo dos Molinos, enquanto o exército principal sitiava a praça de Cidade Rodrigo.

Em 1812 foi promovido a Tenente General, sendo-lhe dada a Ordem do Banho, entrando também no Parlamento britânico. Nas campanhas desse ano continuou a comandar a principal força de cobertura do exército aliado, contra qualquer tentativa de ataque pelo sul das forças do marechal Soult.

Fonte:
David Chandler,
Dictionary of the Napoleonic Wars, 
Londres, Arms & Armour Press, 1979. 

Biografia retirada daqui

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